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Um marco histórico para os Açores

Em 2025, a Raça Brava dos Açores foi oficialmente reconhecida como raça autóctone portuguesa.

Esta 3ª edição da caderneta nasce já a celebrar este momento — património genético reconhecido,

herança cultural preservada e orgulho açoriano perpetuado.

“A Raça Autóctone“ Brava dos Açores

Nos Açores, o “Gado Bravo” representa muito mais do que uma atividade ligada à tauromaquia. Constitui uma expressão singular da nossa identidade coletiva, profundamente enraizada na história, na cultura e nas tradições das ilhas. Ao longo de séculos, as comunidades açorianas preservaram e selecionaram estes animais, moldando um património genético único que hoje distingue a Região no panorama nacional.

A presença do bovino bravo acompanha a própria história dos Açores. Adaptados às condições naturais das ilhas e selecionados geração após geração, estes animais desenvolveram características próprias de rusticidade, bravura e adaptação ao meio, tornando-se parte integrante da paisagem rural e das manifestações culturais que marcam a nossa vivência insular.

O reconhecimento oficial da Raça Brava dos Açores como raça autóctone portuguesa, em 2025, constitui um marco histórico para a Região. Este reconhecimento representa a validação de um longo percurso de valorização, estudo e preservação de um recurso genético singular, assegurando a sua proteção para as gerações futuras e reforçando o contributo dos Açores para a biodiversidade pecuária nacional.

Mais do que um património zootécnico, a Raça Brava dos Açores é um testemunho vivo da relação entre o Homem, o território e as tradições que definem a nossa identidade. A sua preservação contribui para manter viva uma herança cultural que atravessa gerações e que continua a ocupar um lugar de destaque na vida de muitas comunidades açorianas.

É neste contexto que iniciativas de divulgação e promoção, como a presente Caderneta da Tauromaquia Açoriana, assumem particular relevância. Ao dar a conhecer os protagonistas, os acontecimentos e a história desta tradição, contribuem para aproximar as novas gerações de um património cultural que faz parte da vivencia e memória coletiva do nosso povo.

Que esta publicação constitua uma oportunidade para conhecer melhor a riqueza da tauromaquia açoriana e para valorizar uma raça que, sendo hoje oficialmente reconhecida como autóctone, representa um motivo de orgulho para todos os Açoreanos.

Património genético reconhecido, herança cultural preservada, orgulho Açoriano perpetuado.

 

António Ventura

Secretário Regional da Agricultura e Alimentação

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